Loki - a vida de Arnaldo Baptista

Postado em Música

Poucas pessoas ligam prontamente o nome de Arnaldo Baptista à banda Mutantes.

Mas ele era a cabeça pensante por traz de um dos mais importantes grupos musicais do rock nacional. Em Loki - Arnaldo Baptista, ele é um objeto de estudo mais do que curioso para a produção de um documentário. Sua contribuição musical é inegável, mas seus problemas mentais e o quase esquecimento pelo qual passou tornam sua jornada merecedora de um grande filme.

A estrutura do filme - e da vida - é bem parecida com a que já foi apreciada em Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei. Arnaldo também chegou à crista da onda muito jovem e acabou tombando com consequências arrebatadoras para sua vida pessoal. O documentário não mede palavras para tratar de tudo o que se deseja saber dessa figura: o uso de drogas, os problemas afetivos, as internações, a tentativa de suicídio…

Antes de o leitor achar que se trata de uma desgraça atrás da outra, há espaço para muita música de qualidade e depoimentos de autoridades no assunto. Fãs famosos como Sean Lennon e Kurt Cobain fazem suas declarações de amor musical a Arnaldo - parte de uma ótima pesquisa desempenhada pelos realizadores.

Loki acha uma boa forma de mostrar para o público um pouco de como funciona a cabeça de Arnaldo Baptista. Desde que saiu do coma, ele começou a pintar quadros e, enquanto dá seu depoimento para o filme, pinta um quadro que retrata por símbolos e alegorias muitas passagens de sua vida. Escolhendo muito bem os enquadramentos, acompanha-se a confecção dessa peça enquanto se revelam as diversas situações discutidas.

Já é sabido que Rita Lee recusa-se a dar declarações acerca de sua passagem pelos Mutantes e ela poderia facilmente comprometer a qualidade do longa. Felizmente, ela assumiu uma posição que deve ser cumprimentada: cedeu o direito para que a produção usasse as imagens de arquivo em que ela aparece, mas não quis ser entrevistada. Por mais desejável que fosse ouvir a versão dela para os acontecimentos, ela conseguiu manter-se fiel a si mesma ao mesmo tempo em que não atrapalha os fãs ávidos em assistir ao documentário.

por Edu Fernandes, do homem nerd, especial para o Bis

Compartilhe:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google
  • E-mail this story to a friend!
  • LinkedIn
  • Live
  • MySpace
  • Print this article!
  • Technorati
  • Tumblr
  • TwitThis

Conteúdo Relacionado

Faça o seu comentário

Diga nos o que você pensa...
e se quiser uma imagem para ilustra o comentário vá pegar um gravatar!