Fim do NBB marca a reconstrução do basquete brasileiro

Foto: Uol Esporte

A primeira edição do NBB (Novo Basquete Brasil), organizado pela liga dos clubes, terminou ontem (28.06) com o título do bicampeão Flamengo. Foi o primeiro campeonato feito diretamente pelas equipes (com interferência mínima da CBB). Teve a participação de times de todo o país, alcançando repercussão maior que a esperada. Foram 237 jogos, com 51 transmitidos pela TV e público total de 594 mil pessoas. Somente os 5 jogos da final reuniram 64 mil pagantes, com média de 13 mil por jogo. Na fase de classificação a média foi de 2 mil pessoas, nas quartas 3 mil e nas semi, 3.500.

Números extremamente expressivos para o basquete, comprovando o sucesso esportivo, de público, mídia e também comercial do torneio.

Público na última partida da final: 15 mil pessoas no RJ. Foto: Uol Esporte

Público na última partida da final: 15 mil pessoas no RJ. Foto: Uol Esporte

Após anos de desorganização, campeonatos que sequer acabavam (como em 2006), rixas entre a Confederação Brasileira e as equipes, a primeira edição do NBB é símbolo da reconstrução do basquete brasileiro. Bi-campeão mundial em 59 e 63 (além do vice em 54 e 70 e das medalha de bronze nas Olímpiadas de 60 e 64), o basquete do Brasil passou por muitos momentos ruins especialmente nos últimos 15 anos. A seleção não vai a uma olimpíada desde 1996. Além dos resultados inexpressivos nos últimos mundiais (quando se classificou).

Isto apesar de muitos jogadores de altíssimo nível, que partiram para equipes da NBA, como Leandrinho (Phoenix Suns), Baby (que retornou e jogou o NBB pelo Flamengo), Anderson Varejão (Cleveland Cavaliers) e Nenê (Denver Nuggets).

O NBB (a sigla não faz referência à liga dos EUA por acaso, num claro apelo comercial e midiático maior) termina com expectativas superadas e o início de um campeonato sério, competitivo, sucesso de público e relevante o suficiente para atrair mais e mais jogadores, além de formar base mais forte e revelar novos talentos. É torcer para que a organização continue. O basquete, esporte mais dinâmico, intenso e emocionante que o futebol, que já foi extremamente popular (e está voltando a ser) e vencedor no Brasil, tem tudo para seguir no caminho certo. E todos ganham com isso.

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