Sherlock Holmes de Guy Ritchie: frustrante?

Holmes, Watson e a expectativa frustrada
Por Guilherme M. Martinelli, do Herói
Vou ser sincero com vocês. Eu esperava mais do Sherlock Holmes. Ansiava um filme fantástico, uma atuação incrível de Robert Downey Jr. e Jude Law, e não foi isso que encontrei. Não que seja um filme ruim, definitivamente, não é. Mas, quando eu imaginava um “Senhor dos Anéis com detetives” acabei encontrando um “Scooby-Doo paraadultos“, como bem definiu meu amigo Flávio Croffi (editor do site da EGW).
Sherlock Holmes é uma produção que transpira Guy Ritchie, a trilha sonora, os enquadramentos, o clima, possuem todo o estilo característico do diretor. O enredo também, nos apresenta um Sherlock extremamente perturbado e genial. Muito dependente de um Watson ex-viciado em jogo e veterano de guerra. Apesar deinteressante, a história não cativa e o que segura bem o ritmo do filme são as cenas de ação e as piadas.
Downey tem uma atuação regular como o maior investigador do mundo, mas, sinceramente, acho que ele se encaixa melhor em um papel mais bonachão como Tony Stark (o Homem de Ferro). Jude Law também faz uma performance rasa, por mais que o Watson seja importante na trama e na vida de Holmes. No fim, temos um blockbuster como um chá inglês, sem açúcar, meio sem graça, mas, que acaba cumprindo sua função.
Uma coisa que salta aos olhos e não posso deixar de citar é a ambientação e a cenografia: impecáveis. A Londres de Guy Ritchie realmente nos transporta a megalópole do começo do século passado, e nos mostra um Sherlock Holmes muito perto do que o real Sherlock Holmes poderia ter sido, caso ele existisse. Porém, o extraordinário também foge aos olhos, sobrando uma produção apenas com o elementar, infelizmente, meu caro Watson.





























