Croácia: Plitvice Lakes

Por Jessé Torres, do Obvious
Uma das maiores atrações turísticas do país, o famoso Parque Nacional Plitvice Lakes (Plitvička jezera), na Croácia, desde 1979 integra a lista do Patrimônio Mundial da UNESCO devido a sua importância geológica e ecológica. E não é à toa: em seus 30.000 hectares, montanhas de vegetação nativa abrigam 16 belos lagos de vários tamanhos ligados por cascatas. Devido à base calcária, a água dos lagos, que vem de numerosos riachos e córregos, são ricas em bicarbonato de cálcio, que é decomposto em carbonato de cálcio e se deposita com a ajuda de algas e musgos. Tudo isso permite o surgimento de barreiras de gipsita que criam represas naturais para a água, cuja cor varia de azul a verde. O processo geológico continua em andamento até hoje.
Nos 22.000 hectares de densa floresta ao redor dos lagos vivem ursos, lobos e aves raras. De acordo com pesquisas do Central Bureau of Statistics da Croácia, de janeiro a setembro de 2009 o Parque foi a atração turística mais visitada do país, com 607.349 visitantes, dos quais 30.937 (5%) croatas e 576.412 (95%) estrangeiros. O Parque chegou inclusive à semifinal do concurso, iniciado em 2007, que elegerá as “novas sete maravilhas da natureza” até 2011 através do site New7Wonders.





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Andreas Rocha – pinups e fantasia

Por Diana, do Obvious
Depois de cinco anos dedicados à arquitetura decide ser designer e começa a trabalhar em ilustrações e pintura matte. É português, vive em Lisboa, tem 32 anos e chama-seAndreas Rocha. É já reconhecido um pouco por todo o meio e foi destacado em publicações como a Expose, Exotique, ImagineFX e a 2DArtist Magazine, trabalhando em ilustração de livros, campanhas de publicidade, capas de CD e promoção de jogos.
O que o levou a desistir da sua profissão? Primeiro a fantasia, depois as pinups. Admirando designers como Drew Struzan e Jeff Easley, a paixão pela ilustração de fantasia nasceu quando tinha 12 anos e o passatempo foi se tornando cada vez mais sério, principalmente quando descobriu a pintura digital durante a universidade. A partir daí, investiu nas pinups e nas imagens mais eróticas, desenhando retratos e personagens. A colecção destas imagens é ainda uma parte importante no seu trabalho.

À medida que o trabalho de Rochas foi evoluindo, mostrou-se mais favorável a pinturas matte, ou seja, a representações de paisagens e ambientes que pertencem a um mundo fantástico. Podem admirar-se campos com horizontes distantes, pautados por grandes montanhas, árvores ou ruínas e, muitas vezes, com toque sombrio.
Uma das ilustrações referidas pelo próprio como sua preferida intitula-se “One Ticket, Please”, que representa um rapaz a enfrentar os seus próprios medos e a saciar a sua curiosidade, visitando um espectáculo duvidoso numa cave de um edifício, o “Horror Festival”.
Encontrando-se há 10 anos na pintura digital, quer seja a tempo inteiro ou não, os seus trabalhos mais recentes incluem o jogo do Facebook Castle Age e a campanha de publicidade “Lion Heads” para a Krypton.







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Simpsons 20 anos (sim, de novo!)

Leonardo Carvalho, da Movie
Faça uma pesquisa rápida no google sobre a data de estreia do seriado da família mais conhecida da história da comédia e você vai ficar confuso.
As datas são muitas: o debut na TV foi como um quadro de dentro de um programa de TV em 1987. Em 1989 um especial de Natal foi exibido.
Mas no início de 1990, mais precisamente no dia 14 de janeiro, Os Simpsons entravam na grade da Fox como uma série estabelecida, e é essa a data que interessa para esse artigo.
Um pouco de história
Um dia James Brooks chamou um cartunista chamado Matt Groening para conversar. Groening fazia sucesso em diversos jornais dos EUA com a tira Life in Hell e Brooks queria negociar com ele uma participação num programa de TV à cabo chamado The Tracey Ullman Show. Natural que Groening fosse para a reunião com alguns desenhos de Life in Hell embaixo do braço; a ideia era transformar a tira em um quadro animado.
Mas algo não estava certo. Groening achou que o material que ele tinha levado era muito fraco para ser apresentado como uma ideia para a TV. Em 15 minutos, enquanto esperava para ser recebido pelo tal executivo, rascunhou uma família de classe média típica americana. Deu nomes de seus próprios parentes para os personagens e criou o sobrenome Simpson.

Os Pré-Simpsons
Funcionou. O contrato foi assinado e foram produzidos episódios de apenas 30 segundos cada que eram exibidos durante o programa. Ao todo foram 48 episódios em 3 anos, de 1987 a 1989.
Nesse ano, o primeiro episódio no padrão de série (22 minutos aproximadamente) foi exibido. EraSimpsons Roasting on Fire, batizado no Brasil de A Surpresa de Natal dos Simpsons.
Mas se esse é considerado o primeiro episódio da série propriamente dito, Os Simpsons só ganharam real status de seriado no ano seguinte quando foi ao ar o episódio Bart The Genious (Bart, o Gênio por aqui). O episódio foi seguido de outros 11 capítulos e o mundo foi tomado de assalto.
Desde a década de 70 uma série animada não fazia sucesso no horário nobre na TV americana (a última tinha sido Wait Till Your Father Gets Home). Desenhos, afinal de contas, eram considerados coisa de criança e Os Simpsons vieram para mudar o jogo; e não demorou para que outras redes de TV começassem a desenvolver suas próprias séries animadas com temáticas adultas.
Repercussão e Influências
A acidez, a crítica à sociedade americana e à classe média emburrecida, o escracho e a às vezes sutil ironia que permitia aos Simpsons fazerem graça até com o canal Fox, que os hospeda até hoje, ganhou seguidores devotados.
Os Simpsons viraram fenômeno cultural. Grandes nomes da cultura, da mídia, do cinema, da ciência começaram a aparecer em participações especiais em episódios. De Aerosmith a Dustin Hoffman, de Paul McCartney a Stephen Hawking, todos cediam sua imagem e suas vozes à série.

A banda U2 - uma das infinitas celebridades que participaram do programa
Os Simpsons viraram fenômeno de marketing. Bart Simpson se tornou um dos personagens mais conhecidos da história da TV – chegou a virar capa da revista Time – e vendeu, junto com a família, de camisetas a discos, bonés, lancheiras, canecas e qualquer coisa que tivesse suas imagens estampadas.

Bart, capa da Time Magazine com mais destaque que Gorbatchev…

…e o “Album Amarelo” dos Simpsons
A década de 90 viu ainda uma explosão de séries animadas que capitalizavam no sucesso da família amarela, mas eram claramente influenciadas por ela: South Park, King of the Hill, The Critic e Family Guy capitalizaram na nova onda.
Dessas séries, talvez a que mais se aproxime do formato criado por Groening é Family Guy. As semelhanças entre as séries são tantas que Seth Macfarlane, criador de Family Guy, foi acusado de plágio por muitos. O próprio Macfarlane diz que “até onde eu entendo, eles reinventaram a roda. Em muitas maneiras, eles criaram uma nova mídia”. Tanto ele quanto Groening rebatem os comentários de que há animosidade entre eles ou entre suas séries.
Já os criadores de South Park, Trey Parker e Matt Stone, veneram tanto a série que dedicaram um episódio inteiro a uma piada interna que envolve os Simpsons: eles estavam cansados de ter boas ideias para gags e ouvir alguém dizer que “os Simpsons já fizeram isso”…a frase batiza o episódio.

South Park tem um episódio inteiro para homenagear os Simpsons
Vinte anos
Vinte anos depois, a família amarela sobrevive.
Seriam necessários vinte especiais para compilar tudo o que Os Simpsons representam para a cultura pop.
Depois de 21 temporadas, 459 episódios, 1 longa metragem esperado e controverso, 25 prêmios Emmy, uma estrela na calçada da fama e de ser nomeada pela revista Empire como a melhor série de TV de todos os tempos, Os Simpsons nos ensinam que no fim das contas o que importa de verdade é conseguir olhar para si mesmo e dar boas risadas.
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Músicas para passar vergonha no elevador

Top dez músicas que me fariam morrer de vergonha se o fone de ouvido escapasse dentro do elevador.
10 – The Housemartins – Build
Um clássico do Alpha By Night. Você pode não ligar o autor a obra, mas o refrão do “Papapapapel” ecoará por 250 gerações. Sem contar que aquele backing vocal cantando o famoso refrão é genial.
9 – A-Ha – Crying in the rain
I’ll never let you see
The way my broken heart is hurting in me
I’ve got my pride and I know how to hide
All my sorrow and pain
I’ll do my crying in the rain
Existe coisa mais farofa do que ir chorar na chuva? Existem outras oito, pelo menos, senão esta seria o número um. Mas mesmo assim o A-Ha cava um lugar na lista com esse clássico que começa ao som de trovões e bateria. O cara conta que vai chorar na chuva para esconder as lágrimas de um amor perdido. E acredita que, um dia, vai parar de chover. Nesse dia, ele vestirá um sorriso e andará pelo sol, numa boa, como se nada tivesse acontecido.
Tomou uma bota da mulher que ama, mesmo assim não reclama e aguenta a dor de largado? Morten Harket pensou em você, amigo.
8 – Milli Vanilli – Girl I’m gonna miss you
Muito antes do Kibeloco, o Milli Vanilli tinha plagiado Girl I’m gonna miss you. A farsa foi descoberta mas o poder farofa da música é mais forte do que qualquer coisa. Tanto que ela resiste, até hoje, como trilha sonora para quem se foi. Foi uma tragédia ver que o sonho acabou. Para quem está só e para o Milli e o Vanilli, que nunca mais tiveram moral para copiar alguém.
7 – Carly Simon – Nobody does it better
O cabelo da Carly Simon não nega que ela dos anos 80, porque anos 80 é armação ilimitada. Mas se resta alguma dúvida, Nobody does it better encerra o caso. Choradeira sem fim sobre como a outra pessoa é fodona, como faz coisas fodonas, como consegue liberar todos os achievments de Bioshock sem cagar na calcinha/cueca ao menos uma vez. Uma declaração de amor com tanta passividade que, em determinado trecho da música, você tem vontade de comentar para todos a sua volta que o homenageado pela Carly Simon é fodão. Mas não faça isso. Pega mal.
6 – Haddaway – I miss you
O cara que não sabe o que é o amor e pede para que o bebê não o machuque, não o machuque, nunca mais não poderia ficar fora dessa lista. I miss you, na opinião brega deste, é a obra-prima deste mestre. Tem uma batida genial para trilha sonora, discurso de introdução (um clássico em música farofas, aperfeiçoado pelo Manhattans) e letra na pegada “não vivo sem você” no ponto exato.
5 – Eduardo Dusek – Que rei sou eu
Se você tem mais de 25, deve lembrar do belo par de peitos que a Giulia Gam tinha nos idos de 1989, quando o Bial ainda comandava o BBB (Bate, Bate Brasil!) por lá. Pois se você lembra disso, vai lembrar de Que Rei sou eu, composta pelo gênio Eduardo Dusek, trilha sonora da novela de mesmo nome.
Que rei sou eu, se tenho generosidade?
Que rei sou eu, com fé e com honestidade?
Se desconheço autoridade sem vaidade, que rei sou eu?
Eu só sou rei porque o rei de lá morreu
Como em todas as músicas do mestre, o arranjo brega no melhor estilo quarto de empregada vitoriana misturado com as letras nonsense e humoradas dão a Que rei sou eu a sensação de música de séculos. Se Mozart tivesse o bom humor do Dusek, a música clássica seria comercializada no Largo da Batata.
4 – 14 Bis – Todo azul do mar
“Escravo do seu amor, livre para amar”. Se ligou na pegada “fodeu, sou seu, rima com eu”? Agora coloque uma voz fina, espécie de King Diamond crooner, na parada. Pronto, temos Todo azul do mar. Mas a fossa é tanta que precisa de emissário submarino para não virar Praia de Botafogo.
3 – John Secada – Angel
O Lekabel diz que Jon Secada é a antítese do Wando: em todas as músicas ele se fode. Em Angel, porém, Jon Secada chora o porvir. Ele está com a mulher, mas reclama que pode tomar bota lá na frente. É o Warren Buffet da farofice, brincando com o mercado de futuros do coração (Roberto Carlos, anota essa frase!). A terceira posição é do Coringa da breguice, um cara quie chora em público por algo que ainda não aconteceu.
2 – White Karyn – Superwoman
O hino do dramalhão dona de casa. A mulher faz o café da manhã e o cara reclama que o suco costumava ser mais doce. Corre na hora do rush para arrumar a cama e fazer o jantar, mas o cara chega e diz que não tá com fome, que vai ler o jornal e que não quer que aquele pedaço de carcaça imunda o incomode. Ok, forcei a barra, mas a linha é essa. Daí a mulher diz que não é a Super Mulher, pois caso fosse estaria dando um picote, sei lá, com o Lanterna Verde. E segue reclamando em backing vocals sensacionais que você só escuta na Alpha FM. A letra é de uma choradeira tão infeliz que você olha para Oskar Schindler e pensa: PFFFFFFFFFF.
No fim, tudo que ela precisa é amor. Igual aos Beatles, mas sem a pretensão de passar mensagem para o mundo. White Karyn é maior que o White Album.
1 – Roberto Carlos – Todas as manhãs
Chuva fina no meu pára-brisa
Vento de saudade no meu peito
Visibilidade distorcida, pela lágrima caída
Pela dor da solidão
Não dá para competir com Robertão. Quando ele não quer esmirilhar na breguice, compõe bobagens como essa música da novela das oito. Agora quando ele quer ser o dono da porra toda, o homem do Medalhão, o cara da camisa mais aberta entre os camisas abertas do mundo brega, deixa qualquer um no chinelo. E todas as manhãs é o supra-sumo disso. Porque Detalhes é foda demais para ser brega. Amada amante é muito experimental. Todas as manhãs não. Tem arranjo de rádio AM, tem letra de caminhoneiro, tem lamúria de gente apaixonada demais.
E o melhor mullet de todos os tempos.
Dez coisas não tão elementares sobre Sherlock Holmes
O “verdadeiro” Sherlock Holmes não era um sabe-tudo pernóstico e empertigado. Tinha vícios, manias e obsessões. É hora de uma nova versão do maior dos detetives – simultaneamente mais fiel ao original e mais contemporâneo. Um bad boy como Robert Downey Jr.
Quem assistiu às versões cinematográficas mais populares de Sherlock Holmes, jamais imaginaria que nos livros ele era um cheirador contumaz; um briguento, frequentador das maiores bocas de Londres; um ignorante irreprimível, que desprezava arte, política e toda ciência que não auxiliasse sua investigação.
Vai ver por isso é que Holmes esteja afastado há tanto tempo da tela grande.
A solução é ser mais fiel ao anti-herói de Conan Doyle; e ser mais fiel à Londres do Século 19; e totalmente fiel ao mundo em que vivemos, quase na segunda década do século 21.
Para enfrentar este desafio, se reuniram um time de bad boys convictos: Joel Silver, Guy Ritchie e Robert Downey Jr.
Silver, o melhor produtor de filmes de ação de Hollywood, já era o responsável pelo melhor filme no caminho de volta de Downey ao estrelato: Kiss Kiss Bang Bang, de 2005. Ritchie, faixa marrom de jiu-jitsu e ex-marido de Madonna, é o melhor diretor inglês de policiais. Robert Downey Jr., claro, é o garoto perdido de Hollywood que escapou por pouco da sarjeta e deu uma histórica volta por cima como Tony Stark, em O Homem de Ferro.
Entre hoje e amanhã, você vai saber um pouco mais sobre a produção que estreia neste 8 de dezembro aqui em terra-brasilis. Afinal, quem é Sherlock. E quem é Robert Downey Jr.?
Como dizia o bardo: “first things, first”, vamos começar do começo.
O autor, o autor!

No começo, Arthur Conan Doyle, que ainda não era sir, fixou residência em Southsea (Porthsmouth - Inglaterra) depois de sair da faculdade de medicina. O negócio da medicina não ia lá tão bem das pernas. Dessa maneira, Arthur começou a escrever histórias enquanto esperava os pacientes, e assim acabou criando Sherlock Holmes.
O investigador mais famoso do mundo foi inspirado em um professor de diagnóstico que Arthur tivera na Universidade de Edimburgo, Joseph Bell, cujo talento em observação e dedução impressionou o jovem doutor. Bell não chegava a conclusões apenas dentro do campo médico, mas, também formulava hipóteses (em sua maioria corretas) a respeito do caráter e comportamento de seus pacientes.
Muitos fãs alegam que Doyle deixou uma vasta coleção de pistas em suas obras, a respeito de seu verdadeiro pensamentos sobre a sociedade da época e, mesmo sobre o espiritismo – ao qual recorreu após a morte de boa parte da sua família - e o ocultismo. Caras como Samuel Rosenberg, autor de Naked is the Best Disguise: The Death and Resurrection of Sherlock Holmes (1974), já encontraram metáforas nas histórias do Sherlock que remetem a Frankenstein, Jesus, Nietszche, Dionísio, Sócrates e Ulisses. Já Pierre Bayard, autor de Como Falar dos Livros que Não Lemos (2008), tentou provar por A+B em Sherlock Holmes Was Wrong: Reopening the Case of the Hound of the Baskervilles, que o famoso detetive estava errado no caso do Cão do Baskerville.
Dez coisas não tão elementares sobre Sherlock Holmes
- A famosa frase: “Elementar, meu caro Watson”, na verdade, nunca foi dita por Holmes. O ator e diretor William Gillette (1853-1937) que a difundiu quando interpretou o detetive em peça homônima, em 1989.

Sir William Gillette
- Sherlock Holmes não foi adaptado apenas para o teatro, o personagem protagonizou 15 filmes, 5 séries de TV e uma infinidade de programas de rádio (principalmente na Europa).
- O britânico Basil Rathbone foi um dos primeiros atores a personificar Holmes no cinema, na década de 40. Seu sucessor mais bem-sucedido, até agora, foi o compatriota Jeremy Brett, que encarnou o detetive na década de 80, principalmente, em séries de TV.
Consideradas canônicas, ou seja, válidas para a cronologia e história oficial o personagem, quatro romances e 56 histórias curtas (contos) escritas por Arthur Conan Doyle.
- Porém, mesmo dentro daquilo considerado oficial, as informações mostradas por Arthur nas publicações são, algumas vezes, contraditórias. Existem diversas discussões a cerca dos temas, sendo as principais delas referentes: a origem da relação entre Holmes e seu arqui-inimigo Professor Moriarty; o que realmente aconteceu durante o “Grande Hiato”, tempo que Doyle ficou sem publicar as histórias do detetive (1917 a 1921), dado como morto em “O Problema Final”, momento este que corresponde dentro da história do personagem ao período dos anos de 1891 a 1894; ao matrimônio (ou não) do Dr. Watson; e até mesmo a que se refere o “H” do, sempre abreviado, ao nome do personagem John H. Watson.
- Até mesmo a Rússia tinha sua versão de Sherlock, na década de 70, o ator Vasily Borisovich Livano interpretou o investigador em mais de 10 filmes, entre a foice, o martelo e o cachimbo.
- No final do século 19, algumas drogas não eram proibidas como são hoje. Dessa maneira, Holmes fazia abertamente uso de cocaína e morfina, tirando claro, o tabaco. Que, por incrível que pareça, era mais consumido em suas histórias na forma de cigarro ou charutos do que no tradicional cachimbo.
- Embora muita gente não saiba, Sherlock tem um irmão mais velho, Mycroft, que trabalha para o governo britânico e, segundo o próprio Holmes: “é mais brilhante e tem um senso de dedução e observação muitas vezes superior ao seu”.

Mycroft Holmes
- Sherlock também fez algumas pontas, nos quadrinhos. Teve sua própria tira diária em um jornal inglês na década de 50 e uma edição da sua própria revista em quadrinhos, lançada em setembro de 1975, pela DC Comics. Além disso, o detetive já apareceu como personagem na primeira história da Liga Extraordinária, de Alan Moore, e na edição #11 de Planetary, de Warren Ellis. Holmes já fez, até mesmo, um pequeno “crossover” com o Batman, na edição de aniversário de 50 anos da Detective Comics.

- Alguns dos investigadores fictícios mais famosos do mundo, nasceram na mesma época que Holmes. Mas, de todos os detetives criados no finalzinho do século 19, como Àrsene Lupin e Kogoro Akechi, apenas Sherlock atingiu popularidade em escala mundial.
da Movie
















