Instinto e Impunidade

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Após a exibição da selvageria em Curitiba, no estádio Couto Pereira e nas ruas da cidade, diversas vozes se levantaram sob o argumento infame de “esse é o país que vai sediar a copa-2014?”Sim, é ele mesmo. E, se este incidente for fator impeditivo para a realização,levem a copa para a LUA. Aqui na Terra, não há lugar próprio.

Cenas de violência em eventos esportivos não são, e NUNCA serão,exclusividade de países subdesenvolvidos. Ocorrem no mundo todo.Ontem mesmo, a riquíssima Itália foi palco de cenas lamentáveis, no jogo Lazio x Roma. O pau comeu feio, e estamos apenas no meio da temporada por lá. Ninguém caiu, ninguém foi campeão.

São muito comuns as cenas de depredação e violência em comemorações de títulos nos Estados Unidos. E lá não rola só futebol (aliás, não rola futebol): tem hóquei, basquete, futebol americano e beisebol. Na Inglaterra, hordas de hooligans arrebentam tudo, na vitória e na derrota.

Estes incidentes têm muito mais a ver com problemas de comportamento humano em meio a multidão do que com educação, civilidade ou desenvolvimento social. O homem, quando acobertado pela massa, libera os seus piores instintos.

Os mesmos que se incomodaram com a “piada” (aspas necessárias) de Robin Williams – que, a bem da verdade, atacou muito mais o Comitê Olímpico do que o Brasil -, prejudicam muito mais a imagem brasileira no exterior com esses comentários em tom de autoflagelação, atribuindo ao povo brasileiro uma culpa que não é exclusiva dele.

Toda essa baboseira aí de cima não exclui, evidentemente, a necessidade de punição exemplar a todos os envolvidos, inclusive o time do Coritiba. E isso, sim, é um problema nacional: se fosse na Itália ou na Inglaterra, iria direto jogar a série C em 2010.

crime é igual no mundo todo, o problema está na aplicação do castigo. E isso, ninguém ataca de maneira séria.

Por Vinícius Duarte, do Com Fel e Limão

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E aí, “entrega” ou não?

Postado em Esportes

Grêmio enfrenta um dilema: se vencer o Fla, pode ser o“responsável” pelo título do único maior rival, o Inter. As manifestações da torcida tricolor gaúcha vão, claramente, no sentido de facilitar a vida dos cariocas no domingo. Eu, que não vivo a realidade dos pampas, não sei como as coisas rolam por lá e sou “parte interessada”, penso que seria uma humilhação muito grandeaos colorados receber esta ajuda dos gremistas. Seria como você ser salvo pela pessoa que mais odeia. Vai ficar devendo favor até a morte, ser esculachado toda vez em rodinha de boteco, com os caras falando“ó, a gente quebrou o galho de vocês, mas não é pra acostumar… Ah, paga um boquete aqui que tá tudo certo…”

Por isso, o certo seria o INTER entregar o jogo para o Santo André, assim não correria o risco de passar por tamanha vergonha. O ano que vem, vocês podem ter mais sorte e não ficar na mão deles. E, de quebra, ainda podem pagar de gatão e dizer: “a gente nem queria essa merda…”

Por Vinícius Duarte, do Com Fel e Limão

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Arbitragem e o “futebol moderno”

boleiros

“Fica na tua e joga bola, porra!”

Está ficando insuportável essa blitz contra arbitragem de futebol. Insuportável e covarde.

Eu sou “das antigas”, do tempo da câmera única de TV. E quando a gente dizia que o juiz era ladrão, havia uma GRANDE possibilidade de ser, mesmo. Veja, por exemplo, o Belluzzo, que é mais “das antigas” ainda: para fazer uma analogia com o gol anulado do Obina, recorreu ao célebre gol anulado do Leivinha contra o SPFC em 1971. Trinta e oito anos depois, o cara ainda se lembra daquilo. E eu também. Deve ter havido um buzilhão de “erros” naquele jogo. Como não ficaram apontando um a um, sobrou o REALMENTE importante.

Esse negócio de ficar vendo falta em tudoimpedimentos ridículosde 20 cm., criando polêmicas intermináveis e acusando todo juiz deser ruim por não ter marcado em 1 seg, com dois olhos, o que vocêprecisou de três dias (e trinta “olhos”) para ver é absolutamente insano. E torna o futebol uma coisa cada vez mais chata emanipulável. Sim, porque quanto mais você aponta erros, mais difícil fica distinguir o erro da sacanagem.

Vejam os jogadores de futebol atuais: desde a “escolinha”, sãotreinados para simularem faltas. São acostumados a “se protegerem”. No meu tempo, isso se chamava PIPOCAR. Ninguém mais divide, “deixa o pé”. Nem zagueiro: se um chegar primeiro na bola, o outro já voa, como se atingido por um míssil.

Mirandinha1974

Nem precisava, mas a foto é do genial (e sortudo) Domício Pinheiro

Este tipo de lance aí não ocorre mais no futebol“Ainda bem”, dirão. Claro que a fratura absurda sofrida pelo Mirandinha ninguém mais quer que se repita. Mas se o lance fosse transportado para os tempos atuais,zagueiro seria expulso, teria pego três jogos no STJDo Mirandinha estaria com a perna intacta, jogando a próxima partida. Quer ver? Substitua a foto acima por uma colorida, comDagoberto no lugar do Mirandinha e um “Maicon” qualquer no lugar do zagueiro do América-SP: era uma bola na lateral, dividida; os dois vinham rasgando. Dagoberto iria com o pé alto; o “Maicon”, vendo isso, também levantaria o dele (ou já estaria indo de carrinho); ato contínuo, o avante recolheria o pé alto dele, projetando-se contra o defensor, saltando sobre ele e rolaria, gritando mais do que o Mirandinha aí de cima deve ter gritado. E a bola? Ah, isso é um mero detalhe nos dias de hoje.

Jogadores atuais, de até 100 kg, desabam na área com um leve puxão na camisa, tal bebês de um ano quando puxados pela fralda. Se Zico, 66 kg., que teve a sua camisa rasgada por Gentile dentro da área fosse seguir a nova cartilha, teria voado de encontro às arquibancadas do Sarriá! O juiz não viu Zico ser puxado (nem a TV), mas hoje o infeliz teria de ver o dedinho do “Maicon” enroscado na etiqueta da camisa do Washington, só porque a câmera 632, postada na grua 85 “flagrou a irregularidade”? Isso só faz o Washington ficar “hipersensível” em qualquer lance de área, pois sempre haverá algum “Maicon” perto dele. E uma câmera amiga, onde ele poderá exibir seus dotes dramatúrgicos. É futebol, isso??

Os jornalistas precisam entender: não existe, ainda, arbitragem eletrônica. O controle do jogo é feito por seres humanos, falíveis. Se quiserem levantar suspeição sobre arbitragem, devem investigar a vida do “homem de preto” FORA de campo. É lá que as coisas sujas acontecem, em essência. Dentro de campo, se houver maracutaia, será só consequência do que já foi acertado lá fora. Se não há maracutaia, então é só erro. Foda-se, e segue o jogo. Arrumem serviço e deixem os árbitros em paz.

Por Vinícius Duarte, do Com Fel e Limão

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Equipe Toyota está fora da F-1

Postado em Capas, Esportes

Após a BMW no meio do ano, agora é a vez da Toyota anunciar sua saída da F1 já para 2009. Foram oito temporadas, sendo uma das equipes que mais investiu dinheiro em seus carros e sem ter conseguido vitórias e disputa de títulos. O principal motivo alegado pela montadora japonesa, claro,  foi a situação econômica.

“A Toyota Motor Corporation (TMC) anuncia que pretende deixar o Campeonato Mundial de Fórmula 1 no final da temporada 2009″, disse um comunicado da empresa.

A escuderia terminou em quinto lugar no campeonato de construtores deste ano e não havia renovado os contratos de seus dois pilotos, o italiano Jarno Trulli e o alemão Timo Glock, para a próxima temporada, o que chegou a causar rumores de que ela tomaria o mesmo rumo que a também japonesa Honda escolheu no final da temporada 2008.

Havia dúvidas sobre o futuro da Toyota na categoria após a empresa ter registrado, em março, o seu primeiro prejuízo operacional. A montadora também teve o anúncio do fim de seu contrato de fornecimento de motores para a equipe Williams com um ano de antecedência pelo que era previsto em acordo.

“Essa foi uma decisão difícil, mas finalmente inevitável. Desde o ano passado com os efeitos da crise econômica, lutamos bastante para continuarmos na Fórmula 1. Estamos saindo da F-1 completamente. Ofereço minhas desculpas aos muitos torcedores da Toyota por não termos sido capazes de alcançar os resultados que queríamos”, afirmou o presidente da Toyota, Akio Toyoda em Tóquio.

Entre as temporadas de 2002 e 2009, a Toyota fez apenas três pole positions e teve 13 pódios. Passaram pela escuderia japonesa o piloto finlandês Mika Salo, o britânico Allan McNish, o francês Olivier Panis, os brasileiros Cristiano da Matta e Ricardo Zonta, os alemães Ralf Schumacher e Timo Glock, além do italiano Jarno Trulli e o japonês Kamui Kobayashi.

A saída da escuderia surpreendeu os japoneses Kamui Kobayashi e Kazuki Nakajima, formados pelo programa de pilotos da Toyota, que não têm por onde correr em 2010, o que comoveu o diretor Tadashi Yamashina durante o anúncio da saída.

Para a próxima temporada estão confirmadas 12 equipes, Ferrari, McLaren, Brawn GP, Williams, Renault, Red Bull, Toro Rosso, Force India, Lotus, USF1, Manor e Campos. Com as montadoras BMW e Toyota fora da categoria, a 13ª vaga deverá ficar com o espólio da equipe BMW, que foi adquirido pelo grupo de investidores Qadbak, que tentou uma mudança de regulamento na Fórmula 1 para ser a 14ª equipe, mas teve a negativa da Williams quando precisava de apoio unânime das escuderias.

Fonte: Release & Agências Internacionais

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Conheça o verdadeiro “Jason” do Brasileirão

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“Bem, Amigos da Rede Globo, estamos aqui, ao vivo, e em TOOODAS as suas emoções…”.

O “Jason” do futebol não é o SPFC, e sim um outro morto que renasce:o famigerado mata-mata, também chamado de “playoffs” (pra ficar com aquele “american way of life” tão amado por aqui).

A Globo quer a volta do mata-mata. A Globo é “dona” do futebol brasileiro. A Globo percebeu que “há dinheiro em cima da mesa”, e quer pegá-lo. A Globo não gosta de futebol, apenas o usa para preencher a grade de programação com um produto barato e de grande audiência. E a Globo está muito preocupada com a audiência futebolística na praça do RJ, onde os clubes sucumbem nos “pontos corridos”, graças aos desmandos, roubalheira e incompetência de seus gestores.

Emoção, emoção… Este é o mote dos defensores do sistema eliminatório. Para a Globo, futebol e novela é tudo a mesma coisa: enrola, enrola, e na última semana decide tudo. O beijo do galã e o gol “do título” são apenas a coroação de uma fórmula consagrada, e que sempre deu certo. Deu?

Para a emissora carioca, sim. Para o futebol brasileiro, evidentemente que não. Agora, com o advento dos pontos corridos, sim, os clubes melhor estruturados estão aparecendo: SEP, SPFC, SCI, GFBPA, SCCP, CEC e outros estão negociando melhores contratos de patrocínio, pois o anunciante sabe que a marca será exposta ao longo do ano todo. Os chamados “pequenos” também estão se erguendo – vide o exemplo do Goiás e suas boas campanhas desde o advento dos pontos corridos -,  podendo montar times sem medo de ter de mandar todo mundo embora no meio da temporada.

Os eternos e os neo-defensores do sistema eliminatório se esquecem, como convém, de que já existe um mata-mata organizado pela CBF, chamado Copa do Brasil. Se ela é ruim, não é por culpa do formato, né? E cometem desatinos ao compararem Champions League com Brasileirão. Não “conseguem” mais diferenciar “Copa” de “Campeonato”. Tudo bem, eu acredito em duendes.

Agora, vejamos, com base na atual situação do futebol brasileiro, o que pode ocorrer com o SEU time num “playoff”:

1 – Se o seu time for ROUBADO por um juizinho sem-vergonha numa eliminatória, babau. Fim de linha. Vai chorar na cama, que é lugar quente. Nos pontos corridos, se hoje você é prejudicado, amanhãpode ser beneficiado e recuperar os pontos.

2 – Seu time pode jogar um puta de um bolão o ano todo e ser eliminado por um time caneleiro, por causa do gramado esburacadodo campo dele, ou por um temporal que desabou bem na hora do jogo e transformou o gramado numa piscina. E não me venham com aquela bobagem de “o campo é ruim pros dois”: gramado ruim só beneficia quem dá chutão pra cima e passa o jogo se defendendo.

3 – O melhor jogador do teu time se machuca às vésperas do tal “playoff”. Ele, que fez uma temporada impecável, fica fora do campeonato em caso de uma derrota, mesmo que seja por conta de uma contusão curável em 10 dias.

A Globo quer o playoff. E, no Brasil, a Globo sempre sabe o que é melhor para nós, não é mesmo?

Por Vinícius Duarte, do Com Fel e Limão

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