Andreas Rocha – pinups e fantasia

Por Diana, do Obvious
Depois de cinco anos dedicados à arquitetura decide ser designer e começa a trabalhar em ilustrações e pintura matte. É português, vive em Lisboa, tem 32 anos e chama-seAndreas Rocha. É já reconhecido um pouco por todo o meio e foi destacado em publicações como a Expose, Exotique, ImagineFX e a 2DArtist Magazine, trabalhando em ilustração de livros, campanhas de publicidade, capas de CD e promoção de jogos.
O que o levou a desistir da sua profissão? Primeiro a fantasia, depois as pinups. Admirando designers como Drew Struzan e Jeff Easley, a paixão pela ilustração de fantasia nasceu quando tinha 12 anos e o passatempo foi se tornando cada vez mais sério, principalmente quando descobriu a pintura digital durante a universidade. A partir daí, investiu nas pinups e nas imagens mais eróticas, desenhando retratos e personagens. A colecção destas imagens é ainda uma parte importante no seu trabalho.

À medida que o trabalho de Rochas foi evoluindo, mostrou-se mais favorável a pinturas matte, ou seja, a representações de paisagens e ambientes que pertencem a um mundo fantástico. Podem admirar-se campos com horizontes distantes, pautados por grandes montanhas, árvores ou ruínas e, muitas vezes, com toque sombrio.
Uma das ilustrações referidas pelo próprio como sua preferida intitula-se “One Ticket, Please”, que representa um rapaz a enfrentar os seus próprios medos e a saciar a sua curiosidade, visitando um espectáculo duvidoso numa cave de um edifício, o “Horror Festival”.
Encontrando-se há 10 anos na pintura digital, quer seja a tempo inteiro ou não, os seus trabalhos mais recentes incluem o jogo do Facebook Castle Age e a campanha de publicidade “Lion Heads” para a Krypton.







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Uma leitura do graffiti brasileiro

Por Débora Do Prado Lisboa, do Obvious
O graffiti nova-iorquino e o parisiense possuem linguagens distintas, sendo que o perfil estético do graffiti nova-iorquino acrescenta elementos ilustrativos que transcendem a tipologia natural, dando maior ênfase à imagem, enquanto que em Paris as mensagens eram deixadas nos muros sem qualquer figura ou distorções de letras. Mas o graffiti brasileiro exibe uma linguagem própria que mistura estes dois elementos.
No Brasil, Alex Vallauri, artista gráfico brasileiro, iniciou em 1978 intervenções do gênero com pinturas murais e produções anônimas nos muros de São Paulo. A partir daí a leitura brasileira do grafite apresenta um resultado híbrido, que mescla elementos franceses e norte-americanos, dada a utilização simultânea de frases e ilustrações, resultando em palavras sofisticadas graficamente.

O uso simultâneo da Imagem e da Palavra aproxima o graffiti brasileiro de outras manifestações artísticas como a poesia concreta, que tem como eixo de similaridade a interpretação da palavra pela imagem.
Contrariando alguns que consideram o graffiti como contravenção e outros que duvidam que seja arte e apenas uma expressão artística, o graffiti já ganhou galerias e museus, entrou no mundo da moda em cenários e desfiles, está em fachadas de lojas e paredes de casas noturnas. A novidade é que o graffiti tem entrado nas casas, decorando paredes; os temas usados nas decorações vão desde a arte pop, imagens abstratas na sala, quartos, cozinhas e até banheiros, fazendo do ambiente um espaço único e original.
O graffiti tem se consolidado como arte contemporânea em suas vertentes que compõem a Street Art através de trabalhos produzidos pelos artistas, permitindo que admiradores e colecionadores possam entender e usufruir da imensa riqueza de formas, cores e de sua intrincada rede de relações culturais e sociais expressando a liberdade da linguagem dos seus autores. No Brasil, a poesia também está nos muros!


Mulheres com roupa masculina?

Por Seven, do Obvious
Por razões de pudor, vergonha e outras algo nebulosas, é certo e sabido que os homens não gostam de olhar para outros homens nus. Isto coloca um problema grave a todo e qualquer fabricante de roupa interior masculina que se preze: como publicitá-la. Esta contrariedade foi criativamente ultrapassada pela firma dinamarquesa JBS que resolveu utilizar… mulheres nuas! Porém a campanha deste ano foi banida pela associação de consumidores dinamarquesa. Motivo: discriminação sexual das mulheres.





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Os 60 anos da Adidas

Comemorando 60 anos em 2009, a marca alemã Adidas reconhecidamente é um dos maiores ícones de estilo e esportividade da nossa época. Ocupando o posto de segunda maior marca esportiva do planeta (atrás da Nike), mas obtendo a liderança na Europa, a Adidas adentrou também a cultura pop. Do patrocínio de alguns dos maiores clubes, seleções e atletas do planeta até a “simpatia” de nomes como Run DMC, Bob Marley, Oasis, Damon Albarn, Paul Weller e Korn.
Muitos anos antes do registro oficial da marca adidas AG em 18 de Agosto de 1949, Adolf “Adi” Dasller (de onde vem o nome da empresa) havia conquistado feitos históricos. Nas Olimpíadas de 1936, por exemplo, convenceu Jesse Owens a usar os sapatos fabricados por ele, já com as tradicionais três barras paralelas que são o ícone da marca. Jesse ganhou 4 ouros olímpicos, tornando-se um dos maiores atletas de todos os tempos. É um dos primeiros casos de parceria de uma marca esportiva com um atleta negro.
A competividade da Adidas vem, literalmente, de berço. Tanto é que o irmão de Adolf, Rudolf Dassler decidiu fundar sua própria companhia, a rival Puma. Com lojas próprias em diversas cidades do Brasil e do mundo, o lucro bruto da empresa em 2008 foi de quase 11 bilhões de euros.
No futebol, onde é a número 1, a Adidas patrocina as seleções da Alemanha, Argentina, Espanha e também clubes como Real Madrid, Milan, Bayern de Munique, Ajax, Benfica, River Plate, Chelsea e Liverpool. Além disso, está ligada oficialmente à NBA, UEFA e Nascar, além de várias outras ações.
Para comemorar os 60 anos, a Adidas preparou uma série de festividades que começaram já em 2008. Entre elas está a exibição fotográfica “The World Is Yours”, do fotógrafo Lawrence Watson’s, cobrindo três décadas de atuação na música, com ênfase, claro, em alguns nomes ligados à Adidas. Abaixo você confere um mix de Watson’s e também alguns momentos esportivos históricos em que a marca alemã esteve presente. No site oficial, uma linha do tempo explica os principais momentos da empresa.
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Design: mobílias para poupar espaço

Por BJR, do Obvious
As soluções de design mais bem conseguidas e mais belas chegam-nos forçosamente de Itália, quer se trate de automóveis, roupas ou mobiliário. Um bom exemplo deste último caso são os conjuntos de móveis que a empresa TumideiSpa comercializa para quem pretende rentabilizar ao máximo os espaços de que dispõe no seu pequeno apartamento. As soluções para quartos de crianças e jovens são engenhosas, divertidas e efectivamente funcionais, sem que o seu preço seja exagerado para uma bolsa média.
Todos os conjuntos são desenhados de modo a incorporarem as valências necessárias ao quarto de um jovem, o que significa que além das camas possuem zonas de trabalho, arrumação de roupas e (muita) arrumação de jogos e brinquedos. A versatilidade é grande. É possível mudar rapidamente da configuração nocturna para a diurna através do rebatimento das camas e ainda encontrar rapidamente outras soluções de organização.
As escadas são uma presença constante em todos os conjuntos, uma vez que se desenvolvem em vários níveis. Por vezes estreitas e em caracol, poderiam significar que este tipo de mobiliário é desaconselhado aos adultos, sobretudo aos mais idosos. Mas nada impede a sua utilização por pessoas de todas as idades e entre os exemplos apresentados há também uma cama de casal. Basta possuir um espírito jovem.




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