Israel cria tecnologia para prevenir epilepsia e problemas no coração

O cardiologista israelense Michael Shechter, do Instituto do Coração do Sheba Medical Center, desenvolveu uma técnica não-invasiva capaz de prever o que acontecerá ao coração dos pacientes nos próximos três ou quatro anos.
Um aparelho semelhante ao medidor de pressão sanguínea ligado a um monitor permite elaborar um prognóstico detalhado da saúde cardíaca do paciente. Para se saber o que ocorre dentro das artérias que irrigam o coração, o teste mede a elasticidade do endotélio, o revestimento celular interno das veias do braço.
“Se verificarmos 50% de redução dessa função no braço, podemos prescrever um tratamento agressivo para evitar um infarto”, diz Shechter. “Esse é o melhor método para todos os tipos de pacientes. Não se usa material radioativo, o exame exige pouco tempo e não há necessidade de exercício antes ou durante o teste”, completa.

Já o neurocirurgião israelense Alon Friedman (foto acima), pesquisador da Universidade Ben Gurion, de Beer Sheba, identificou um bloqueador (TGF Beta) que poderá prevenir o surgimento da epilepsia decorrente de ferimentos no cérebro.
Em pesquisa em conjunto com a Universidade de Berkeley (EUA), Friedman usou o medicamento com sucesso em ratos de laboratório. Se o efeito for confirmado em seres humanos, esse bloqueador poderá prevenir o surgimento de casos de epilepsia em vítimas de meningite, tumores cerebrais ou traumatismo craniano.
Atualmente, entre 25% e 50% das pessoas que sofrem graves ferimentos na cabeça irão desenvolver epilepsia.
da PC Magazine
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Gordura trans: as mentiras dos fabricantes

Ler os ingredientes de cada produto antes de comprá-lo ou consumi-lo é a melhor forma de saber exatamente o que você está ingerindo e verificar a qualidade: há diferenças enormes de fórmulas e ingredientes entre produtos da mesma categoria.
Desde que a gordura trans se tornou a inimiga número 1 da saúde (uns três anos atrás), milhares de fabricantes logo se apressaram a “alterar suas receitas” e estampar orgulhosos em seus rótulos o selo de “livre de gordura trans”, “0%”, etc. Mesmo assim, várias mercadorias, mesmo com o tal selo na embalagem, ainda contém “gordura vegetal” na receita.

Ou seja: propaganda enganosa. O consumidor acha que não está ingerindo este tipo de gordura, quando na verdade está. Veja a brecha que permite que eles façam isto:
“A brecha técnica funciona da seguinte maneira: se o produto contiver até 0,2g de gordura trans por porção, a Anvisa permite que a embalagem estampe o claim “Não contém…”, “Livre de…”, “Zero…” ou “Isento de…” (último item do FAQ[1] da Anvisa). Isso permite que o próprio fabricante arbitrariamente escolha qual o tamanho de 1 porção de seu produto que fique abaixo de 0,2g. Um fabricante de biscoitos, por exemplo, pode imprimir em sua tabela nutricional que os valores de 1 porção equivalem a 1/2 biscoito, e assim induzir o consumidor a acreditar que esse produto não contém nenhuma gordura trans.
Uma maneira segura de comprovar a adição de gordura trans é a leitura da lista de ingredientes do alimento. Se contiver gordura hidrogenada, certamente contém gordura trans.
A Anvisa não exige mais (2008) que os fabricantes grafem gordura vegetal hidrogenada por extenso nas embalagens, permitindo que ela seja indicada apenas como gordura vegetal. Então, outra maneira de verificar a presença de gorduratrans é checar a lista de ingredientes impressa nas outras línguas - se disponível.”
Traduzindo: como não existe um limite aceitável para o consumo diário de gordura trans, toda e qualquer presença da substância deve ser considerada prejudicial à saúde. Seria a mesma coisa que estipular um “número X” de cigarros por dia.
É facilmente verificável que no mínimo 60% dos produtos que dizem não conter gordura trans, na verdade contém. O único jeito é ficar atento ao rótulo. Os fabricante nunca gravam “trans” nos ingredientes, mas sempre “gordura vegetal”, ou “gordura hidrogenada”, dentre outros artifícios.
Segue esclarecimento da ANVISA:
O que são? As gorduras trans são um tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Estão presentes principalmente nos alimentos industrializados.
Os alimentos de origem animal como a carne e o leite possuem pequenas quantidades dessas gorduras.Para que servem? As gorduras trans formadas durante um processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente são utilizadas para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos.
E fazem mal para a saúde? Sim. O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar:
(1) Aumento do colesterol total e ainda do colesterol ruim - LDL-colesterol.
(2) Redução dos níveis de colesterol bom - HDLcolesterol. É importante lembrar que não há informação disponível que mostre benefícios a saúde a partir doconsumo de gordura trans.Gordura Hidrogenada é o mesmo que gordura trans? Não. O nome gorduratrans vem da ligação química que a gordura apresenta, e ela pode estar presente em produtos industrializados ou produtos in natura, como carnes e leites. A gordura hidrogenada é o tipo específico de gordura trans produzido na indústria.
Quais alimentos são ricos em gordura trans? A maior preocupação deve ser com os alimentos industrializados - como sorvetes, batatas-fritas, salgadinhos de pacote, pastelarias, bolos, biscoitos, entre outros; bem como as gorduras hidrogenadas e margarinas, e os alimentos preparados com estes ingredientes.
Como podemos controlar o consumo? A leitura dos rótulos dos alimentos permite verificar quais alimentos são ou não ricos em gorduras trans. A partir disso, é possível fazer escolhas mais saudáveis, dando preferência àqueles que tenham menor teor dessas gorduras, ou que não as contenham.
Como é declarado o valor de gorduras trans nos rótulos dos alimentos?O valor é declarado em gramas presentes por porção do alimento. A porcentagem do Valor Diário de ingestão (%VD) de gorduras trans não é declarada porque não existe requerimento para a ingestão destas gorduras, ou seja, não existe um valor que deva ser ingerido diariamente. A recomendação é que seja consumido o mínimo possível.
(*) A quantidade de gordura trans é declarada somente em gramas porque não há valor diário estabelecido.
Assim, para saber se um alimento é rico em gordura trans basta olhar a quantidade por porção dessa substância. Não se deve consumir mais que 2 gramas de gordura trans por dia.
Nestlé, Bauducco, Kibon, Perdigão, Sadia…na verdade quase todos os fabricantes de pães, bolos, biscoitos, sorvetes, pizzas, empanados, derivados e outros, usam (em grande quantidade), gordura vegetal em seus produtos. Fique atento!
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Cura da Aids cada vez mais perto

A AIDS destruiu com a revolução sexual dos anos 60, vivida intensamente nas décadas posteriores. De lá para cá, a doença matou 19 milhões de pessoas e atualmente atinge 34 milhões. A volta de uma maior liberdade sexual pode estar próxima.
Cientistas britânicos da St. George’s University of London descobriram uma proteína capaz de matar o HIV, sob a forma de um microbicida. Melhor que isso: estudos indicaram que é possível fabricar a substância em quantidades suficientes para atender aos países sub-desenvolvidos. Notadamente a África, principal vítima mundial da Aids.
O estudo foi publicado no The Journal of the Federation of American Socities for Experimental Biology (Faseb Journal). Os cientistas combinaram duas proteínas - anticorpo monoclonal b12 e cianovirina-N - em uma única molécula e mostraram que ela é mais ativa contra o HIV do que seus componentes individuais. A cianovirina-N é facilmente extraída da alga azul Nostoc ellipsosporum.
A nova molécula, que possui quatro pontos capazes de se ligar ao vírus da AIDS, começou a ser produzida por meio de um DNA sintético. Introduzindo esse DNA nas células das plantas, os cientistas perceberam que elas mantiveram a fabricação da base para o composto. Depois de regenerar as plantas transgênicas, os especialistas prepararam o microbicida a partir de um extrato feito após a moagem das folhas.
Além de se mostrar eficaz, a combinação tem a vantagem de ser extraída da própria natureza, tendência científica cada vez mais forte. Mesmo precisando de outros estudos complementares, a descoberta pode significar a extinção do vírus em curto prazo.
Com informações do Correio Braziliense.

















