Clubier: loura gelada na web

A loura gelada vai pra web. Com gosto comum por cervejas especiais, mais encorpadas, saborosas e aromáticas do que as pilsen normalmente consumidas no Brasil, quatro amigos de Curitiba começaram a se reunir para degustar cervejas que não tivessem um forte apelo comercial e descobrir novos sabores.

O que começou como uma brincadeira foi evoluindo e no ano passado virou oClubier, clube dos cervejeiros, que passou a fabricar sua própria cerveja, organizar viagens para degustação e dividir suas experiências online no site. Com mais de 500 rótulos degustados e ideias divertidas como o HarmonizaSOM, que propõe a combinação ideal de música e cerveja, o blog cresceu rapidamente e já conta com 7 mil acessos por mês, atraindo anunciantes espontaneamente.

O grupo de amigos fundadores do Clubier é formado por três publicitários: Sulivan de Paula Cruz, Emerson Alano Júnior e Emerson Mendes Ferreira  - e um empresário, Paulo Vieira Filho, o que explica o nome bem escolhido e a vocação para virar um bom negócio, ainda que tenha nascido sem essa pretensão.

No blog, os visitantes podem conferir novidades e curiosidades do mundo da cerveja, conhecer novos rótulos e enviar as suas experiências. Mas o destaque é o HarmonizaSOM, ou harmonização de cerveja com música. “Como sempre degustamos cervejas escutando música, surgiu a ideia do HarmonizaSOM, posts que indicam qual a melhor cerveja para determinada música. Visitantes de todo o Brasil, inclusive cervejarias, estão participando ativamente, e além de mais de 60 posts já publicados temos muitos outros aguardando para entrarem no ar” comenta Sulivan Cruz, que coordena as publicações.

Outra iniciativa do Clubier para troca de conhecimentos é a realização de cursos. O primeiro aconteceu no dia 27 de junho, em colaboração com o mestre cervejeiro Leonardo Boto, vencedor do I Concurso Mestre Cervejeiro da Eisenbahn com a cerveja Dama do Lago e a AcervA Paranaense. Realizado na Cervejaria Bode Brown, em Curitiba, o curso de fabricação de cerveja artesanal atraiu mais de 30 participantes.

O Clubier também faz sua própria cerveja, a Clubier Einzeln, uma IPA (Indian Pale Ale) feita com quatro tipos de malte e dois tipos de lúpulo. Por enquanto consumida entre amigos, no futuro deve chegar a bares e casas especializadas. Além disso, o clube se prepara para lançar outros produtos com a sua marca. Entre um gole e outro, esse papo de boteco vai longe.

Por Fernando Souza Filho, da PC MAG

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As Melhores Cervejas Para O Inverno - Parte II - Importadas

Postado em Capas, Cervejas

Festival de cervejas em Bruxelas, Bélgica

Festival de cervejas em Bruxelas, Bélgica

Seguindo no nosso guia de melhores brejas fortes e encorpadas (com notas variáveis e deliciosas) para o tempo frio, agora é a vez das importadas.

De R$ 6 a R$ 45 reais a garrafa, as opções abaixo apontam algumas das melhores até do mundo, no caso das belgas. Como na parte 1, cada link possui descrição comercial, avaliação especializada, comentários, onde comprar, características e outras informações de cada uma.

Chimay Bleue

Chimay Bleue

Chimay Rouge

Pauwel Kwak

Trappistes Rochefort 10

Leffe Radieuse

Urthel Samaranth

Delirium Nocturnum

Unibroue Trois Pistoles

Unibroue Trois Pistoles

La Trappe Quadrupel

Paulaner Salvator

Weihenstephaner Vitus

1906 Reserva Especial

Erdinger Pikantus

Erdinger Pikantus

Schneider Aventinus

Leffe Brune

Spaten Optimator

Warsteiner Premium Dunkel

Coopers Extra Strong Vintage Ale

La Trappe Bockbier

La Trappe Dubbel

La Trappe Dubbel

Christoffel Bok

Christoffel Robertus

Guinnes Draught

Fuller's London Porter

Fuller’s London Porter

Fuller’s 1845

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As Melhores Cervejas Para O Inverno - Parte I - Nacionais

Postado em Capas, Cervejas

Com o tempo frio, tomar cervejas claras, mais fracas e refrescantes (como as pilsen, que dominam o mercado nacional) pode não ser uma boa pedida. O inverno é a oportunidade perfeita para degustar cervejas mais fortes, encorpadas, escuras e com teor alcoólico maior. Neste grupo entram as bock, as belgas, porter, red ale, schwarzbier, dunkel, stout e trapistas, até outras ligeiramente mais leves, como as IPA e Vienna Lager.

Fazendo uma seleção, o Homem.etc traz várias sugestões de cervejas encontradas no Brasil, divindo-as entre as nacionais e importadas. Em cada link você encontra descrição comercial, avaliação especializada, comentários, onde comprar, características e outras informações de cada uma, do Brejas. Na parte I, as brasileiras.

NACIONAIS

Eisenbahn Weizenbock

Kaiser Bock

Baden Baden Bock

Petra Bock

Bamberg Bock

Baden Baden Celebration Inverno

Dado Bier Royal Black

Eisenbahn 5 anos

Devassa Negra

Eisenbahn Dunkel

Bohemia Escura

Falke Bier Ouro Preto

Bamberg Scharwazbier

Mistura Clássica Amber

Colorado Demoiselle

Wals Dubbel

Estrada Real IPA

Colorado Indica

Bohemia Confraria

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Guia Belo Horizonte - Parte I - roteiro dos melhores botecos e choperias

Belo Horizonte é conhecida como a capital mais boêmia do Brasil. Com a experiência de quem morou 8 anos no centro de Minas Gerais, posso atestar que o rótulo é verdadeiro. Fazendo jus, BH é a cidade com o maior consumo por habitante de cerveja e cachaça ao ano do país. Não por acaso, é onde se produz as melhores cachaças, além de possuir um mercado de cervejas artesanais com muitos nomes de destaque (Falke Bier, Baker, Walls, Krug,dentre outras). Dados indicam que a capital tem 14.000 botecos, novamente o maior índice por habitante do Brasil (e um dos maiores do mundo).

O melhor é que aquela história de “clima de cidade pequena em metrópole” é extremamente adequado aqui. A atmosfera belo-horizontina é mais intimista e interiorana, apesar do caos normal de “cidade grande”.

Para você não perder tempo, este roteiro dará algumas dicas dos melhores bares da cidade. São três as regiões chave da noite mineira: a Rua da Bahia, no centro, a Savassi/Sion, onde ficam a maioria dos bares, boates, cafés e os bairros de Santa Tereza/Floresta, ligeiramente mais afastados e tradicionais (com frequentadores mais velhos).

De modo geral, a Avenida do Contorno, onde a cidade foi planejada e construída para existir (dentro daquele perímetro) acabou se tornando a área mais nobre de Belo Horizonte. Fruto da enorme expansão habitacional das últimas décadas. É em volta da Contorno e, claro, dentro dela, que estão quase todos os principais endereços de BH.

Com toda a tradição boêmia, podemos começar com alguns dos mais queridos. A Rua da Bahia é o lugar ideal para iniciar o trajeto. Nela, você poderá visitar o edifício Maletta, onde fica o clássico Cantina do Lucas, reduto de jornalistas, músicos, profissionais liberais, etc. A fama fez com que os preços começassem a ficar acima da média da capital nos últimos anos. Mesmo assim, vale a investida. Do lado, não deixe de passar pelo Pelicano, outro endereço tradicionalíssimo da cidade. Com fotos de representantes da MPB nas paredes e um aconchegante andar superior, é um boteco pequeno e charmoso, de atendimento cativante.

Mercado Central

Mercado Central

Logo acima do Maletta fica o La Grepia, restaurante 24 horas onde você pode degustar uma deliciosa comida tradicional mineira até o famoso rodízio de massas. No Mercado Central da cidade (um labirinto de cheiros e gostos) há vários redutos interessantes. Nos corredores do Mercado, os garçons puxam os clientes no gogó, não deixando escapar ninguém. Apesar disso, vale uma visita geral a todas as alas do mercado, especialmente pelos queijos, especiarias, artesanato e cachaças. Outros antigos são o Bar do Lopes, o Clube da Esquina e o Bolão, no Santa Tereza. Todos botecos de respeito. Assim como o Silvio’s e sua famosa bancada em forma de U.

Dentre as choperias, destacam-se a rede carioca Redentor, que provavelmente serve o melhor chopp brahma da cidade, o badalado Albano’s e o recém inaugurado Pinguim. O Stadt Jever é muito frequentado pelos jovens e vale a visita pela decoração estilo alemã extremamente bem-feita, dando a impressão de se estar mesmo dentro de uma “taberna”. Foi uma das “casas” deste editor. Se você estiver de carro, vale ir até o Krug Bier, deliciosa micro-cervejaria artesanal que serve um excelente chopp, de vários tipos.

As cervejas especiais tem três pontos: o Frei Tuck, na Contorno/Savassi, meu “pub” preferido. Não deixe de tomar o estupendo chope da Falke, produção local. A caneca de 300 ml custa R$ 4,40. Experimente as três versões: Pilsen - o mais delicioso chope do estilo que já tomei - o Red Baron, “vienna lager” e o Ouro Negro, um “porter” de respeito. O Café Viena, também na Contorno, proclama ter “a maior carta de cervejas da América Latina”, com 278 rótulos de todo o mundo. Aqui é bom ressaltar que apesar do Viena ter mais nomes, a carta do Frangó, de São Paulo, me soa melhor e mais variada. Independente da polêmica, sem dúvida o café Viena é um lugar altamente recomendado. Outro templo (salgado) das cervejas é o restaurante alemão Haus Munchen.

Outros bares extremamente movimentados (e por gente mais jovem) são o Bar Do Doca, em dois endereços, e o Amarelim, no Prado e na baladada Av. Prudente de Morais. Completam a lista o Balaio de Gato da Rua Piauí e o Bar da Neca. Vá apenas se estiver procurando um lugar mais agitado. Bons, mas não excepcionais, o excesso de pessoas pode atrapalhar quem não estiver afim de muito barulho. Nesta linha, um dos preferidos é o Estabelecimento, na Serra. Convidativo, agradável (pelas árvores espalhadas entre as instalações) e com muita gente bonita, tem boa música de diversas vertentes (desde Morcheeba nos PA’s até rodas de samba ao vivo). A única ressalva, como os outros, é a “lotação”. Nenhum problema para quem estiver afim de um flerte.

A vantagem de BH sobre outras capitais, ainda, é o preço muitas vezes mais em conta. Apesar dos reajustes nos últimos 2 anos terem sido acima do aceitável, continua sendo possível visitar bons bares sem gastar uma fábula.

Com este breve roteiro aqui você tem sugestões de excelentes botecos de diversos tipos para várias viagens. Nas próximas matérias, trarei dicas das melhores boates e música ao vivo e, como diriam os mineiros, “o fino” da parte cultural. Cada uma será publicada nas próximas semanas, sempre às sextas. Até lá!

Maurício Angelo é jornalista e editor do Homem.etc.

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Cerveja estupidamente gelada é…estupidez!

Postado em Cervejas, Especiais

Sexta-feira. Você passa o dia todo apenas pensando no happy hour com os amigos. Sentar no melhor (ou nem tanto) boteco da região e sorver a maior quantidade de alcóol possível, se não tiver a infelicidade de ter que dirigir. Não importa que estamos no inverno. O pão líquido vem “trincando”, beirando a temperatura limite do congelamento. Feito o brinde, a loirinha desce rasgando a garganta, produzindo notável sensação de felicidade. A verdade é que, se fosse mijo de rato, nesta temperatura, você dificilmente perceberia a diferença.

Cientificamente, abaixo de 2 graus Celsius, a temperatura da cerveja é tão fria que amortece as papilas gustativas. Que são as células epiteliais na língua responsáveis pelo sentido do sabor. Ou seja, você não sente gosto algum. Tampouco aroma. Seus sentidos ficam literalmente “anestesiados”.

A desculpa do “país tropical, carnaval o ano inteiro” cultivando o pedido por uma breja “estupidamente gelada”, conceito incentivado e propagado por todas as maiores fabricantes de cerveja nacionais, tem uma função bem simples: não deixar que você perceba a péssima qualidade da cerveja macro brasileira. Skol, Bhrama, Bohemia, Antarctica, Sol, Schin, Kaiser e derivadas não passam, lá fora, além de serem consideradas “água suja”.

Não é exagero se lembrarmos das generosas quantidades de arroz, milho, açúcar, conservantes, antioxidantes e outras substâncias suspeitas, não indicadas na receita pura de cerveja e barateadoras. Realmente não há outra temperatura aceitável para tomar as nossas “pilsen” senão entre 0 e 4 graus, ou um pouco abaixo disso. A desculpa do clima é uma falácia monumental. Basta observar o consumo destas cervejas mundo afora.

Na verdade, cada estilo tem o seu ponto ideal. Observe os padrões de temperatura definidos por uma das maiores autoridades mundiais em cerveja, Michael Jakowitz, autor de The World Guide To Beer, lançado em 77, descrita pelos confrades do Brejas.

1. Muito gelada (de 0º a 4° C): Cervejas no estilo Pale Lager, cervejas sem álcool e quaisquer cervejas que tenham como objetivo apenas refrescar, e não de serem degustadas.

2. Bem gelada (de 5º a 7° C): Nessa escala já encontramos cervejas aptas à atividade degustativa. É ideal para brejas do estilo Pilsner ou Weizen (trigo), dentre outras.

3. Gelada (de 8º a 12° C): Ideal para cervejas nos estilos Lager (escuras), Pale Ale, Amber Ale, Weiss (escuras), Porter, Helles, Vienna, Tripel e outros.

4. Temperatura de adega (de 13º a 15° C): Somente para as brejas nos estilos Ale Quadrupel, Strong Ale (escuras), Stout e a maioria das cervejas especiais belgas.

Aproveite para conhecer boa parte do estilos descritos aqui. Um bom início para sair da mediocridade das cervejas macro nacionais.

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