Lapp - Fotografia Noturna

 LAPP – Light Art performance Photography

Por BJR, do Obvious

Já aqui se falou de Lightgraff, uma disciplina que consiste em desenhar graffitis com luz perante uma câmara fotográfica com a objectiva permanentemente aberta. Os calígrafos vestem-se de negro e os fotógrafos registam apenas os movimentos das luzes, que resultam em um ou mais caracteres. Mas a Light Art performance Photography, conhecida pela sigla LAPP, vai mais longe. Basicamente é a fotografia que conta, com todos os aspectos inerentes, composição, qualidade técnica, etc., e embora se trate de fotos nocturnas de exposição longa estas podem ou não incluir luzes em movimento.

Os criadores do projecto LAPP, Jan Wöllert e Jörg Miedza, explicam que o conceito é uma evolução do Lightgraff, ou desenho com luz, e que contém outros elementos como formas luminosas e cores que, em conjunto com o ambiente em que se situam, projectam no sensor da câmara uma imagem particular. Todos as dimensões técnicas entram em jogo para se conseguir obter uma fotografia tecnicamente correcta e esteticamente apelativa. Neste momento é já uma forma de expressão artística autónoma.

Para quem quiser conhecer melhor o trabalho do LAPP, aqui fica o link.

 LAPP – Light Art performance Photography

 LAPP – Light Art performance Photography

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Por Seven, do Obvious

Não basta escolher o melhor ângulo para fotografar, é necessário também saber captar o momento exacto. Nisso Cartier-Bresson tinha toda a razão. E se as vezes a sorte sorri ao fotógrafo, bastando-lhe carregar no botão para fixar um acontecimento irrepetível, outras vezes a paciência e a preparação para um obter um instantâneo de um dado momento previsível são puro mérito do fotógrafo. Então, surgem imagens surreais…

Há mesmo quem se dedique, com algum sadismo, a captar exclusivamente as pessoas em situações embaraçosas ou ridículas, e nem os animais escapam ao sentido de humor corrosivo destes fotógrafos. Mas vamos acreditar que muitas destas imagens são pura coincidência e obra de um disparo ao acaso ;)

 Fotografia Fotografos Humor Momento Coincidencia Imagem Pessoas

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Denis Darzacq: fotografias em queda-livre

fotografia Denis Darzacq queda manidestacao franca

Por Prill, do Obvious

Em março de 2006, uma série de protestos colocou a França sob as atenções de todo o mundo: jovens, em sua maioria, estudantes, foram as ruas com bombas caseiras, pedras e palavras de ordem para mostrarem sua insatisfação diante de leis parlamentares sobre o primeiro emprego. Na verdade, a aprovação da cláusula que permitia aos empregadores demitirem seus contratados sem necessidade de justificativa ou indenização, fora o estopim de uma revolta lentamente cozida por anos.

Entre os anos de 2005 e 2006, o fotografo francês Denis Darzacq dedicou-se a capturar imagens de jovens cujos corpos desenhavam uma queda livre enquanto os rostos estampavam expressões ordeiras e conformadas. Era essa a percepção do artista sobre o que observava: toda uma geração subaproveitada pelo sistema de ensino e mercado de trabalho, ignorados por uma sociedade onde as diferenças sociais só fazem acentuar ano a ano com uma economia estagnada e preconceitos culturais que ganham contornos cada vez mais nítidos.

Para Darzacq, na França alguém poderia cair do céu e ninguém na rua se importaria. O que se viu aqueles dias nas ruas de Tours, Orleans, Marselha ou Rennes, toda a violência e prisões que se transmitiu são uma mostra de que o espírito dos jovens franceses permanece indomável e incapaz de aceitar com docilidade que todos ao redor estejam indiferentes aos problemas que corroem o país; principalmente as minorias e as áreas mais pobres (onde se originaram os protestos).

As imagens da série, denominada La Chute renderam ao fotógrafo o primeiro prêmio da World Press Photo 2007.

Não deixe de ver ao final do artigo o vídeo que mostra os bastidores da produção das incríveis fotografias de corpos em queda.

fotografia Denis Darzacq queda manidestacao franca

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Por Seven, do Obvious

Escrito no verso, a tinta:
Please credit ROBERT CAPA – MAGNUM / COURTESY – LIFE MAGAZINE.
Legenda dactilografada em papel anexo:
Panel 4. The moment of death, one of Bob Capa’s most dramatic photos, was taken in the instant a Loyalist soldier was dropped by a bullet through his head during the battle to defend Cadiz in the early part of the Spanish civil war, from the encircling insurgent forces.

…Rita Grosvenor, uma jornalista britânica destacada em Espanha, informou que um cidadão espanhol, chamado Mário Brotóns Jordá, havia identificado o homem da fotografia de Robert Capa como um tal Federico Borrel Garcia, que havia sido abatido na batalha deCerro Muriano a 5 de Setembro de 1936.
(…) …nos arquivos de Madrid e Salamanca havia um documento em que se afirmava que apenas um homem das milícias de Alcoy havia morrido em Cerro Muriano (…) Quando Mário Brotóns mostrou a fotografia de Robert Capa à viúva do irmão de Federico Borrel, ela confirmou a sua identidade.

(…) O facto perturbador de que o soldado aparece com as plantas dos pés apoiadas no chão, assim como a forma particularmente perturbadora como o homem sustém o seu fuzil (que indica que não o estava a usar naquele momento), levaram-me a reconsiderar a história que Hansel Mieth, fotógrafa da revista Life, me transmitiu em finais dos anos trinta (…). Segundo Mieth, Robert Capa havia-lhe contado um dia, muito alterado, as circunstâncias em que havia realizado a sua célebre fotografia:

- Estavam a fazer palhaçadas – disse ele. Todos estávamos a fazer coisas muito tontas. Mas estava tudo a correr muito bem. Não havia disparos. Desciam a correr pela encosta. Eu também corria.
- Pediste-lhes que encenassem um ataque?
– perguntou Mieth.
- Absolutamente. Estávamos contentes. Se calhar estávamos um pouco loucos.
- E então?
- Então, de repente, aquilo converteu-se em algo real. A princípio não ouvi o disparo.
- Onde estavas tu?
- Ali mesmo, um pouco adiantado e ao lado deles.

(…) Robert capa limitou-se a acrescentar que aquele episódio o havia atormentado muito (…) que se sentia parcialmente culpado pela morte daquele homem. (…) … a publicação da fotografia nas revistas VuLife (…) foi amplamente aclamada como a mais impressionante e directa fotografia de guerra de todos os tempos.

In Richard Whelan, “Robert Capa. A biography

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