John Malkovich e Bruce Willis juntos

John Malkovitch acabou de embarcar em uma nova adaptação de quadrinhos. Além de estar cotado para viver o vilão Abutre na próxima continuação de Homem-Aranha, o ator foi contratado para um papel no filme que adapta uma HQ chamada Red - já ouviu falar? Nem eu.
Acontece que a tal adaptação tem um elenco estreladíssimo que conta tanto com astros atuais como ícones dos anos 80. John Malkovitch se juntará a Bruce Willis, Brian Cox, Morgan Freeman, Ernest Borgnine e Richard Dreyfuss.
A história gira em torno de um tal Paul Moses (Willis), um agente aposentado da CIA que vive recluso. Até que um novo diretor da agência, ao saber da existência de Moses, fica preocupado com o que pode acontecer se algum dos segredos envolvendo o agente vazar para o público. O diretor resolve matar Moses e apagar sua história. Malkovich interpretará um contemporâneo do agente que irá ajudá-lo a descobrir quem o quer morto.
Malkovich entra no elenco para substituir o ator John C. Reilly que se afastou da produção em dezembro.

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Sherlock Holmes de Guy Ritchie: frustrante?

Holmes, Watson e a expectativa frustrada

Por Guilherme M. Martinelli, do Herói

Vou ser sincero com vocês. Eu esperava mais do Sherlock Holmes. Ansiava um filme fantástico, uma atuação incrível de Robert Downey Jr. e Jude Law, e não foi isso que encontrei. Não que seja um filme ruim, definitivamente, não é. Mas, quando eu imaginava um “Senhor dos Anéis com detetives” acabei encontrando um “Scooby-Doo paraadultos“, como bem definiu meu amigo Flávio Croffi (editor do site da EGW).

Sherlock Holmes é uma produção que transpira Guy Ritchie, a trilha sonora, os enquadramentos, o clima, possuem todo o estilo característico do diretor. O enredo também, nos apresenta um Sherlock extremamente perturbado e genial. Muito dependente de um Watson ex-viciado em jogo e veterano de guerra. Apesar deinteressante, a história não cativa e o que segura bem o ritmo do filme são as cenas de ação e as piadas.

Downey tem uma atuação regular como o maior investigador do mundo, mas, sinceramente, acho que ele se encaixa melhor em um papel mais bonachão como Tony Stark (o Homem de Ferro). Jude Law também faz uma performance rasa, por mais que o Watson seja importante na trama e na vida de Holmes. No fim, temos um blockbuster como um chá inglês, sem açúcar, meio sem graça, mas, que acaba cumprindo sua função.

Uma coisa que salta aos olhos e não posso deixar de citar é a ambientação e a cenografia: impecáveis. A Londres de Guy Ritchie realmente nos transporta a megalópole do começo do século passado, e nos mostra um Sherlock Holmes muito perto do que o real Sherlock Holmes poderia ter sido, caso ele existisse. Porém, o extraordinário também foge aos olhos, sobrando uma produção apenas com o elementar, infelizmente, meu caro Watson.

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Jack Bauer, Crepúsculo e Blade?

O que aconteceria se Jack Bauer investigasse o assassinato do vampiro Edward Cullen, da sérieCrepúsculo, pelo caçador de vampiros Blade?
E se no mesmo pacote a gente visse os irmãos de Supernatural combatendo uma horda de zumbis infectados com o T-Virus de Resident Evil?
Pode parar de babar porque a viagem existe. Alguns super-nerds da net tornaram essas e outras visões realidade numa websérie chamada Contagion.
Para chegar ao resultado, eles usaram recortes de trechos de filmes e séries de TV partindo do princípio que todas essas séries e filmes fazem parte do mesmo universo. A premissa simplíssima permite mashups inusitados como Mulder e Scully, de Arquivo X, ajudando Jack Bauer a torturar terroristas. O trabalho para combinar as cenas, usar um efeito especial aqui e ali, e garimpar falas e áudio de vários episódios das séries citadas para criar uma história coesa rendeu um vídeo com ares de coisa de profissionalíssima.
O perfil dos responsáveis pelo trabalho no YouTube promete um novo episódio a cada semana nos próximos dois meses.
Confira o primeiro vídeo de Contagion!

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Adaptações: O fim da criatividade no cinema?

Criatividade, cadê você? (ou Mania de HQ)

Não é novidade que a criatividade no cinema anda mal das pernas – em especial o americano. Há muitos anos, séries vêm sendo adaptadas, filmes antigos refilmados (alguns com os mesmos enquadramentos) e outros “recomeçados” (os famosos reboots), sem falar nas tantas produções baseadas em best-sellers que chegam todo mês na telona. Até os desenhos animados e personagens de videogame são alvos dos produtores de cinema.

Hoje, depois de duas semanas de férias e sem muito contato com a Internet (trabalho com computador 8 horas por dia, não poderia passar minhas férias perto de outro monitor), ao entrar em um dos sites que sempre abro ao chegar ao trabalho, pude perceber a quantidade absurda de vindouras produções oriundas dos quadrinhos. Claro que isso também não é uma nova – desde o começo dos anos 90 (depois de “Batman” de Tim Burton, lançado em 1989), esse tipo de produção virou mania – mas quando importantes sites especializados têm oito de 10 notícias sobre algum gibi virando filme, é sinal de que os investidores andam escolhendo o caminho mais fácil: recontar uma história que já tem um público garantido.

Batman de Tim Burton abriu a porteira para as adaptações de quadrinhos no cinema em 1989

Não seria um exagero afirmar que alguns roteiristas (os mais conhecidos, pelo menos) da nona arte têm escrito suas obras já pensando numa eventual migração para a sétima. Comecei a ler a alguns meses atrás “Y – O Último Homem” de Brian K. Vaughan (voltei a ler só agora que a Panini relançou a séria aqui no Brasil), e, apesar de realmente muito boa, a história me parece ter sido feita por encomenda para uma adaptação. Não é à toa que a HQ sobre uma praga que elimina todos os homens (ou qualquer mamífero que possua o cromossomo Y) da Terra, exceto o jovem Yorick Brown e seu macaco Ampersand, já está em fase de pré-produção e deve sair em 2011, segundo o IMDB. Vaughan (conhecido também por produzir e roteirizar alguns episódios da série “Lost”) também poderá ver outra de suas obras no cinema, “Ex-Machina”.

Y: The Last Man, de Brian K. Vaughan chega às telas em 2011


Miller (autor de “300”), um dos mais importantes nomes dos quadrinhos, gostou tanto da coisa que virou diretor de cinema. Depois de co-dirigir “Sin City” (baseado em sua própria HQ), topou dirigir “The Spirit” de Will Eisner (este sim, o mais importante quadrinista de todos os tempos), sozinho. O filme foi um fracasso? Foi. Mas isso não vem ao caso. “Hard Boiled”, “Ronin” e mais dois “Sin City” estão em fase de negociação. Estes todos de Miller.

Representando os arrasa-quarteirões, a lista é maior. “Homem-Aranha” tem mais dois na fila. A Warner deve lançar, no mínimo, mais um “Batman” – já que o elenco principal assinou para três produções. A franquia “X-Men” divulga um novo filme-solo de algum de seus mutantes todo dia. Já que falamos em heróis da Marvel, a empresa planeja dominar o mundo até 2012, com todos os principais super-heróis reunidos num filme só – “Os Vingadores”. Até a fraquíssima série “Quarteto Fantástico” vai gerar uma ramificação e veremos um filme do Surfista Prateado. Stan Lee, outro grande das HQs, que criou (ou ajudou a) estes, e mais da metade dos super-heróis, deve ver muitas outras de suas crias no telão.

Do lado das produções mais humildes (ou não), temos “Bone”, que pode virar três filmes animados, “Jonah Hex” com Josh Brolin e Megan Fox já está quase pronto, Brett Ratner (que dirigiu o terceiro “X-Men”) é o responsável por “O Lobo”, o diretor e desenhista Dave McKean, colaborador de Neil Gaiman, está negociando dirigir seu “Cages” (ele mesmo confirmou no Twitter) e até “Black Hole” de Charles Burns vai virar película – com roteiro de Gaiman e direção de David Fincher. Ah, Steven Spielberg e Peter Jackson vão produzir “As Aventuras de Tintin” com um elenco de primeira. A lista não para aí, mas não precisa de mais nomes para provar que os estúdios pensam que só existe uma galinha dos ovos de ouro.

Nem Spielberg e Peter Jackson escaparam: TimTim vem aí com a assinatura dos dois

É um nada se cria, tudo se adapta que é difícil encontrar pessoas criativas no cinema americano. Não quero dizer aqui que precisamos de inúmeros Charlie Kaufman, Paul Thomas Anderson, Michel Gondry, Quentin Tarantino, Irmãos Coen… nem inventar roteiros cabeludos como Lars Von Trier, para citar alguns que se preocupam em, vez ou outra (ou sempre), criar novas histórias. Nem prego a desnecessariedade(sic) das produções baseadas em HQs, livros, videogames, desenhos animados ou pequenos contos. Até gosto delas e enquanto me parecerem interessantes, pretendo ir aos cinemas assisti-las. Só me preocupa isso se tornar regra e eu precisar viajar até a Av. Paulista para assistir a outras opções de filmes, aqueles comuns, os do cotidiano, as simples, mas frescas e surpreendentes histórias.

E você aí na frente, todo arrumadinho, de óculos, levantando a mão dizendo “mas e o cinema europeu, latino, oriental, indiano…”, vou te lembrar que a maioria das fitas vindas destes lugares, você precisa ou morar numa capital para poder conferir algumas poucas delas nos cinemas de menor circuito ou de uma boa conexão para baixá-las – isso, quando fica sabendo do filme. Ironicamente, é provável que você saiba do filme depois deste ser refilmado em Hollywood.

Por Fagner Franco Aleluia, da Movie

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Maior cinema a céu aberto do Brasil

Vai começar o maior evento de cinema a céu aberto do Brasil, no Jockey Club da Gávea, Rio de Janeiro, entre os dias 24 de novembro e 13 de dezembro. Trata-se do Vale Open Air. A partir do tema sustentabilidade, o projeto multimídia criado pela produtora explora a interação entre as pessoas e ambiente. O público, que atua como co-autor das instalações criadas pela SuperUber, terá a oportunidade de interagir com conteúdo e iluminação em diversas instalações multimídia que fazem parte do projeto cenográfico.

A marca do evento, que foi criada pela SuperUber, tem um grafismo que remete a folhas em movimento. Esse elemento gráfico tem a leveza dos temas natureza, sustentabilidade e cinema ao ar livre. As folhas da marca “Vale Open Air” se espalham por toda a cenografia da SuperUber, de diversas maneiras: aparecem como elementos gráficos em plotagens e como máscaras para texturas. As folhas também marcam presença no lounge, como telas para a projeção.

Os visitantes podem escolher as animações através de uma tela interativa, e assim interferem em toda atmosfera do lounge. As imagens não fazem parte de uma projeção convencional: elas são um “mapeamento” de projeção, encaixadas por um software especial da SuperUber na cenografia sob o formato de folhas.

Na fachada, a iluminação acrescenta cor às colunas da entrada do Jockey Club. A iluminação inclui stencils com forma de folhas, que criam uma textura de luz no ambiente. Na arquibancada, o destaque será um grafismo de ondas com duas cores, formado pelo layout das cadeiras da platéia. A sinalização do evento também inclui stencils de luz e grafismos de folhas.

Cilindros de diferentes diâmetros servem como descanso, e seguem um caminho de “onda”, da arquibancada até a tenda, formando bancos interativos de luz – cada cilindro tem, na lateral, uma sequência de luzes coloridas, que são ativadas a partir de vozes e sons, usando eletrônica e sensores especiais da SuperUber. As luzes reagem, como um equalizador, aos sons do ambiente, às vozes das pessoas e, ao som dos shows da tenda.

A instalação também reage à uma animação pré-feita pela SuperUber e roteirizada para momentos especiais do evento. Por exemplo, ao final do filme, os bancos acendem em sequência em direção aos shows para chamar a atenção dos visitantes.

Na tenda, a pista de dança é envolvida por uma grande projeção, seguindo o mesmo conceito de “mapeamento” do lounge. Assim como o lounge tem as folhas, a tenda tem círculos como telas. Em maior escala, os círculos fazem a ambientação da tenda. São diversas animações que interagem com o público e também reagem ao som dos shows. Dois VJs controlam, em tempo real, o conteúdo visual de acordo com a música.

Veja o super-cinema em ação:

Por FSF, da PC MAG

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