Sasha Grey e a repulsa ao sexo
10/12/2009 by Maurício Angelo
em Especiais, Sexo & Comportamento
MANUAL DO BOM-TOM ENTRE QUATRO PAREDES
Algumas mulheres são frequentemente punidas quando flagradas – aliás, esse termo é inadequado – quando observadas numa atitude desenvolta em relação à sexo. Outras devotam sua existência a isso
Por Rafaella Soares, repórter da Revista O Grito!
Sasha Grey é uma estrela pornô em ascensão nos EUA. Em entrevista recente para a Revista Rolling Stone Brasil, seu perfil atípico é dissecado sob um ponto de vista um tanto maniqueísta. Claro, a construção da narrativa é boa, nos moldes da publicação, com direito a uma certa aura cult-rebelde impregnando a personagem, que, vejam só! Tem o cartaz de A Chinesa do Goddard na parede (presente do amigo Steve Soderbergh, que dirigiu a novata no polêmico The Gilrfriend Experience). Nada aqui condiz com o estereótipo de uma atriz de filmes adultos.
Num desfecho algo machista, o repórter ilustra bem mentalidade tanto de boa parte dos consumidores dos filmes da alardeada naturalmente bonita Sasha quanto os leitores da revista, de um modo geral: é desolador pensar na quantidade de homens que assistirão essas produções projetando na namorada a liberdade que a interpretação (performance?) da moça de 23 anos passa, mas não é menos frustrante pensar que, não fosse o despudor absoluto, Sasha seria mais uma secretária que viveria suas fantasias na Internet.
A afirmação encontra ecos. Uma atitude livre em relação a sexo traz vínculos imediatos com vulgaridade, leviandade. A mulher que age de maneira disponível nunca é saudável, bem resolvida. É fácil, e ponto. Rótulos funcionam assim, numa tentativa torta de separar pessoas em compartimentos.
Na cochia a gente esconde todas as outras coisas, as coisas indizíveis. Uma amiga confessando tímida que recusa sexo oral porque teme o que o namorado vai achar do seu gosto. O ex que usa alguma preferência sexual sua como argumento para expor sua intimidade na hora da briga. Aquele site ou DVD que você preferia nunca ter visto, mas volta e meia acessa. Sexualidade, fetiche, fantasia, libido feminina, são coisas que não raro ficam na obscuridade ou descambam para a banalidade gratuita.
Não tinha uma coisa nos anos 1980 de encontrar o caso na garçoniere? É esse o espírito. Lembro também de um conto do Woddy Allen que descreve um grupo de prostitutas pagas não para transar, mas para discutir artes, política e filosofia com seus clientes judeus. Esses estigmas todos, acrescidos da bagagem emocional que carregamos a um alto preço, vão tecendo seus contornos e ditando nossos comportamentos.
Questiona-se pouco os padrões reproduzidos à exaustão. É mais conveniente assumir papéis seguros. Heterossexuais monogâmicos, bissexuais esporádicos, homossexuais convictos. Quase nunca indivíduos com suas particularidades. Ela sempre ela, a velha conhecida Medida, de quem quase ninguém, exceto jovens americanas ousadas, parecem escapar.
Rafaella Soares é jornalista e cronista
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Pornôs lideram lista de sites mais perigosos do mundo
31/08/2009 by Maurício Angelo
em Destaque 01, Tecnologia
A Symantec, fabricante do software de segurança Norton, listou os 100 sites mais repletos de pragas virtuais do mundo no levantamento “100 Dirtiest Web Sites of Summer 2009”. Estes sites representam o “pior do pior” no que se refere a número de ameaças detectadas pelo Norton Safe Web, serviço web que facilita a diferenciação de sites seguros dos inseguros antes que o internauta visite a página.
A categoria de sites de conteúdo adulto lidera no ranking de ameaças, representando 48% da listagem. Contudo, sites dedicados à caça, skate, serviços legais e venda de eletrônicos também figuram no levantamento.
Enquanto um site malicioso “amador” listado pelo Norton Safe Web traz consigo uma média de 23 pragas, o número médio de pragas virtuais por site da lista dos 100 piores é de 18 mil. Deste levantamento, 40 sites contam com mais de 20 mil ameaças digitais.
Vírus são as pragas mais comuns, seguidas de riscos de segurança e vulnerabilidades em browser. O nível de sofisticação das pragas possibilita que um computador seja infectado simplesmente ao entrar na página, sem que o usuário precise baixar algo ou clicar ou autorizar o download e execução de um arquivo.
Desta forma, criminosos digitais poderão roubar dados pessoais dos usuários ou transformar a máquina em um “zumbi” e utilizá-la para enviar spam e atacar sites – como ocorrido recentemente com o Twitter e o Facebook –, entre outras ações.
Segundo o Relatório de Ameaças à Segurança na Internet da Symantec, de abril de 2009, a maior parte das novas infecções ocorre quando as pessoas surfam na Internet. Por isso, Fabiano Tricarico, gerente nacional de vendas da área de varejo da Symantec, aponta a necessidade de navegar de forma mais cautelosa, principalmente em sites desconhecidos, pois o usuário não sabe como lidam com segurança.
“O levantamento aponta que 75 dos sites distribuem malware há mais de seis meses e este comportamento pode ser encontrado em outras páginas que não estão na lista”, afirma. “É preciso saber onde se pisa no mundo virtual”.
Por FSF, da PC MAG
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Posters eróticos das décadas de 60/70: o que mudou
22/06/2009 by Maurício Angelo
em Especiais, Sexo & Comportamento

Este site reúne diversos posters de filmes pornôs das décadas de 60 e 70. O de cima, “The Marriage Manual”, é de 1970. E o do destaque, “Hot Shots”, é de 1974. Há uma vasta galeria com outros ótimos exemplos. Ao comparar com os atuais, podemos ter noção do que mudou nestas 5 décadas. Confira.
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A primeira estrela pornô ninguém esquece
16/04/2009 by Juliana Zorzato
em Cinema & TV, Destaque 03, Mulher
Marilyn Chambers era os anos setenta. Tudo nela falava da década. A caixinha de sabão em pó Ivory onde primeiro apareceu; o cabelo comprido e liso; as calças boca-de sino; os peitinhos pequenos; o jeito meio flower power de ser e o jeito muito natural de trepar. Quando penso em Marilyn meu toca-discos mental programa Sunshine on My Shoulder e Summer Breeze.
Conheci Marilyn nos 80 e poucos, na primeira fornada de filmes pornográficos a chegar no Brasil, todos gringos e em VHS. A censura do governo militar não permitia que eles fossem lançados no Brasil, achava pouca vergonha.
Foi em sentido cronológico inverso - primeiro Insatiable 2, depois Insatiable 1, recuando no tempo até Behind the Green Door, e saltando depois para seu primeiro filme não-pornô, mas igualmente hardcore: Rabid, de David Cronenberg. Quem não viu o abraço mortal de Marilyn, sugando o sangue de suas vítimas através de microvaginas dentatas nas axilas, não sabe o que perdeu. Quem não viu ela fodendo em cima de uma mesa de bilhar, idem.
Marilyn Chambers foi totalmente diferente das atrizes de filmes pornográficos anteriores, que tinham pinta e pose de puta de rua. Ela era bonita e simpática e hippie. Sugeria uma girl next door, se divertindo sem grilos na década da revolução sexual.
Também foi totalmente diferente do que veio depois. Marilyn não sobreviveu ao estranho mundo novo do gonzo porn, surreal, elétrico, malvado, filmado direto em vídeo por gente como os Dark Brothers e estrelando estrelitas que pareciam figurantes de videoclipe, como Ginger Lynn - que merece um dia um capítulo só seu.
Ainda novinha, não tinha nada a ver com esse universo de valores e essa estética new wave hookers. Foi saindo de cena até se tornar uma microcelebridade e uma lembrança. Essa semana morreu, tiazinha e mãe de família. Choque - só 56 anos, só 13 mais que eu.
Mas viverá para sempre como a primeira estrela pornô.
Por André Forastieri
















